crop woman with coffee writing in notebook on bed

Escrever é um suspiro quando eu preciso de alívio. Ou um sopro, um impulso para ajudar alguém. É um desabafo. É um expressar. Um pedido. É um ato de amor por mim, pelo outro, pelo momento presente, pela lembrança, é preservar.

É olhar as coisas ao redor e sentir-se inspirada. É sentir o nó na garganta que precisa sair. É avisar, é alegrar e emocionar. É ver a vida de um jeito único, perfeito e imperfeito, ocupando o mesmo espaço. 

E você me pergunta por que escrevo?

Ah, porque as palavras são belas. Elas caminham num ritmo tão lindo quando pretendem formar um texto ou uma história, que dá gosto de ver e de criar, mesmo quando a mensagem é triste ou quando o relato é angustiante. 

E mesmo que ninguém me veja me leia, sinto que é para isso que fui criada, que esta é minha função no mundo, tanto, que às vezes penso que não escrevo, mas sim, transcrevo. Afinal, o texto está lá pronto, na minha mente, ao meu redor, nas coisas, no dia a dia das pessoas, na cidade, no campo, na praia, em todos os lugares eu vejo e eu vou lá, entro nesse ritmo e só coloco no papel. 

Com um ajuste aqui e ali, romantizo um pouco, dou um sentido àquela ponta solta, crio um novo personagem se necessário, mas eu sei que não sou a autora da história. Longe de mim me passar pela maior de todas: A Vida.